Salazarentos I
"A vida nos campos"
Em tempos muito antigos, os homens eram poucos, e as terras muitas. O homem, então, vivia sem esforço, caminhando sempre, contentando-se com os frutos que a terra espontâneamente dava: era pastor e nómada. Mais tarde, o número dos homens foi aumentando, e eles viram-se obrigados a semear para colher. Assim se fixaram os homens à terra, e se fizeram lavradores. Por fim, complicou-se a vida com a civilização, criaram-se as cidades e multiplicaram-se os ofícios e as profissões. Mas ai de todos, se o lavrador se recusasse a cultivar a terra, e a colher os frutos de que se alimentam todos os homens! Um país só é verdadeiramente rico quando tira da terra tudo o que é necessário para alimentar os seus habitantes. Todas as outras riquezas podem ser brilhantes, mas não passam de uma ilusão. Essa ilusão atrai infelizmente numerosos habitantes das aldeias, que vão fixar-se nas cidades. Com essa troca muito têm a perder. O ar e o sol, que abundam nas aldeias, e tão necessários são à saúde, faltam nas cidades, principalmente nas casas mais humildes. Além disso, o bulício, o ruído, as ambições insatisfeitas, tudo contribui para minar a saúde dos habitantes das cidades. Não há maior riqueza do que a saúde, e, ao passo que no campo ela fàcilmente se conserva, outro tanto não sucede nas cidades, onde tantas coisas a prejudicam.
Texto extraido do livro "Leituras para o Ensino primário" (Trigésima Segunda Edição!!) de Augusto C. Pires de Lima e Américo Pires de Lima - Edição dos Autores - 1961
Plagiando o mano Maio, "Tem sido uma semana de difícil "postanço"..."
Sobre o texto: é espantoso ler as entrelinhas...
Leiam e comentem.
Em tempos muito antigos, os homens eram poucos, e as terras muitas. O homem, então, vivia sem esforço, caminhando sempre, contentando-se com os frutos que a terra espontâneamente dava: era pastor e nómada. Mais tarde, o número dos homens foi aumentando, e eles viram-se obrigados a semear para colher. Assim se fixaram os homens à terra, e se fizeram lavradores. Por fim, complicou-se a vida com a civilização, criaram-se as cidades e multiplicaram-se os ofícios e as profissões. Mas ai de todos, se o lavrador se recusasse a cultivar a terra, e a colher os frutos de que se alimentam todos os homens! Um país só é verdadeiramente rico quando tira da terra tudo o que é necessário para alimentar os seus habitantes. Todas as outras riquezas podem ser brilhantes, mas não passam de uma ilusão. Essa ilusão atrai infelizmente numerosos habitantes das aldeias, que vão fixar-se nas cidades. Com essa troca muito têm a perder. O ar e o sol, que abundam nas aldeias, e tão necessários são à saúde, faltam nas cidades, principalmente nas casas mais humildes. Além disso, o bulício, o ruído, as ambições insatisfeitas, tudo contribui para minar a saúde dos habitantes das cidades. Não há maior riqueza do que a saúde, e, ao passo que no campo ela fàcilmente se conserva, outro tanto não sucede nas cidades, onde tantas coisas a prejudicam.
Texto extraido do livro "Leituras para o Ensino primário" (Trigésima Segunda Edição!!) de Augusto C. Pires de Lima e Américo Pires de Lima - Edição dos Autores - 1961
Plagiando o mano Maio, "Tem sido uma semana de difícil "postanço"..."
Sobre o texto: é espantoso ler as entrelinhas...
Leiam e comentem.

1 Comentários:
Depois deste Portugal Salazarento retratado neste texto chega-nos, na actualidade, um Portugal cujo argumento parece ter sido retirado de uma telenovela Venezuelana cujas vozes estão desfasadas do movimento labial!… Uma implosão à moda de Tróia?
Tome's mama
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